14.2.08

Ajudando a sorte

Ela tirou o fone do gancho várias vezes antes de finalmente digitar o número do celular dele. Ele havia mandado uma mensagem alguns dias antes, durante a noite, e naquela noite ela dormiu muito bem, só por causa de uma simples mensagem. O que estava escrito nem importava muito, mas sim o fato dele ter mandado a mensagem e no final ter desejado boa noite.

O celular tocou três vezes antes de ele atender. Quando olhou no visor sentiu seu estômago se retorcer. Há dois meses ele aguardava aquela ligação.

-Pronto
-***? Tudo bem? É a *****.
-Olá *****! Nossa, fiquei surpreso agora! Não espera você me ligar. Tava torcendo pra isso acontecer, mas no fundo não esperava.

A conversa enveredou por amenidades. Os dois pisavam devagar em um terreno ainda desconhecido e, portanto, perigoso. Mas era óbvio que os dois sabiam onde queriam chegar.

-Você continua trabalhando no mesmo lugar, no mesmo horário?
-Tô sim, por que?
-Amanhã eu volto às aulas, se a gente tiver sorte, a gente se encontra no mesmo horário.
-Não acho uma boa idéia deixar isso com a sorte, acho melhor nós marcamos isso certo e darmos uma ajudinha pra nossa sorte...

*****
Na vitrola My Wine in Silence - My Dying Bride
*****

Pois é, por falar em volta às aulas minhas aulas na facul voltaram e por isso eu sumi do Sanctuarium. Mas no final de semana tento pôr algo que presta aqui.

2 comentários:

disse...

Eu sempre achei de uma preguiça isso de "deixa que o destino se encarrega". O mesmo vale pra sorte, coitada. Tem q trabalhar mto se tiver que dar conta de todo o trabalho que deixam pra ela.

Gostei da atitude dos dois personagens. É isso que faz as coisas acontecerem.

Mila disse...

Passei hoje pela sensação de receber uma mensagem que me fez sorrir e, dias atrás, pela sensação de receber uma ligação que me fez o estômago retorcer.
Tão bom...
rs